Archive for ‘maio, 2014’

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Quem assistiu o filme “Sociedade dos Poetas Mortos” (1989), com toda a certeza vai se lembrar do professor John Keating (personagem de Robin Williams) insistindo com seus alunos: “Mas se você escutar bem de perto, você pode ouvi-los sussurar o seu legado. Vá em frente, abaixe-se. Escute, está ouvindo? – Carpe – ouve? – Carpe, carpe diem, colham o dia garotos, tornem extraordinárias as suas vidas.” Para quem não assistiu, Carpe Diem significa em latim “colha o dia” ou “aproveite o momento”. De onde vem isso? Não… não é um provérbio popular. Bem pelo contrário. Faz parte de um poema do romano Horácio (65-8 A.C.) chamado “Odes” (I, 11.8), onde podemos ler: “Carpe diem quam minimum credula postero” (colha o dia, confia o mínimo no amanhã). Também é utilizado como um conselho para evitar que se gaste o tempo com coisas inúteis ou como uma justificativa para o prazer imediato, sem medo do futuro. E isso encontramos na poesia inglesa dos séculos XVI e XVII. Um exemplo é o livro de Robert Herrick, “To the Virgins”, na poesia “to Make Much of Time” (para aproveitar o tempo ao máximo), que começa com: “Gather ye rosebuds while ye may” (Colha seus botões de rosa enquanto podes). Essa expressão rodou o mundo. Um poeta chinês, da dinastia Tang, conhecedor de provérbios bastante parecidos com o que escreveu Herrick, tinha um pensamento bem semelhante: (Colha a flor quando florescer; não espere até não haver mais flores, só galhos a serem quebrados). Então… Colham o dia como se fosse sua última onda das férias, a saideira, aquela até a areia, com o sol se pondo e aquele céu que vai do alaranjado, ao azul escuro. A vida não pode ser economizada, amanhã o mar pode estar flat, você pode estar de terno e gravata no escritório, o tempo fechado, chuva, frio. Nossa vida acontece agora, nesse instante, sempre no presente. CARPE DIEM!!

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woohoo

Depois de uma trajetória de mais de 30 anos de militância no segmento dos esportes de ação e cultura jovem, Antonio Ricardo e Ricardo Bocão lançaram em 2006 com uma distribuição modesta, a partir de operadoras de pequeno porte, o Canal Woohoo. A dupla, criadores e realizadores do saudoso e revolucionário programa Realce (1983-1990), atração pioneira na exibição do surfe, skate e todas as modalidades dos esportes de ação na TV, somados a muita música e comportamento jovem, seguiram produzindo conteúdo de qualidade até o projeto do canal ganhar corpo.

A partir do Realce, que ia ao ar todos os sábados no final da tarde, surgiu o Vibração, uma atração diária que dava vazão à grande quantidade de material produzido pela dupla e sua equipe, depois na sequência veio o Ombak (1991-1992) na MTV Brasil, uma revista eletrônica ágil e vibrante, que tratava dos mesmos temas do Realce, mas com uma estética mais contemporânea, sendo, inclusive, embrião do MTV Sports na matriz da emissora. Na sequencia, os dois e seus fiéis escudeiros partiram para uma longa e rica parceria com o canal SPORTV da Globosat (1994-2005), onde foram produzidas dezenas de atrações focadas nos esportes de ação e no estilo de vida de seus praticantes. Entre elas vale destacar o Rip, mais um filhote modernizado do Realce, o telejornal Extra, a cobertura do Circuito Mundial de Surfe e a série documental Histórias do Surfe Brasileiro, chegando à expressiva marca de mais 5.000 programas produzidos em 22 anos de atuação.

O primeiro desenho do que hoje conhecemos como o Woohoo foi feito em 1996 e o sonho, perseguido desde 2000, virou realidade somente em maio de 2006. A idéia surgiu depois de alguns anos assistindo TV por assinatura na Europa e nos EUA e o início da TV paga no Brasil. O projeto inicial tinha 20 páginas e foi considerado “um pouco à frente do seu tempo” por alguns especialistas do segmento. Não havia “espaço na prateleira”, segundo comentários na época, pois a TV paga ainda engatinhava no Brasil. Sem abandonar a idéia, o projeto foi negociado durante oito meses, entre 1999 e 2000, com a Direct TV para lançar o Woohoo para toda a América Latina em português e espanhol. Mas foi somente em 2004/2005, com o crescimento do mercado de telefonia, internet e tv por assinatura, que os investimentos retornaram ao mercado e no dia 22 de Maio de 2006 o canal foi ao ar pela primeira vez.

Depois de toda uma história produzindo conteúdo para outras emissoras, a dupla e sua equipe, tiveram pela frente o desafio de preencher 24 horas de programação, nos 7 dias da semana, assim nasceram atrações como o telejornal Woohoo News, vitrine para os principais eventos dos esportes de ação e seus derivados; o Papo Reto, onde estrelas do universo no qual o Woohoo está inserido soltam o verbo, o Surfe Clube, uma revista eletrônica 100% dedicada ao esporte dos antigos reis da Polinésia, o Disaster, focado na mais urbana e revolucionária modalidade dos esportes de ação, o skate e o Moovies, onde o cinema comercial encontra o alternativo. Isso sem falar nas atrações comandadas pelos correspondentes internacionais do canal. Do Havaí, Bruno Lemos apresenta o Kaunala Road e da Indonésia, Darcy Guimarães é o homem por trás do Indo Connection. E entre os mais de 30 programas dos mais variados formatos e conceitos não dá para esquecer do Rai Eite Sem Tripé, onde o ícone do surfe nacional Fabio “Fabuloso” Gouveia exibe todo seu carisma e irreverência.

Com a chegada na NET, SKY e GVT, o Woohoo consolida definitivamente a sua posição de canal de comportamento jovem e esportes de ação, pioneiro na América Latina, sempre antecipando tendências e formando opinião. Um canal feito por quem, e para quem, vive, ama e é fissurado por surf, skate, snowboard, bmx, wake, bodyboard e tudo que compõe esse universo jovem e vibrante. Isso faz a diferença no conteúdo do Woohoo. O Woohoo pode ser visto nos canais: NET – canal 65; SKY – canal 31; OI TV – canal 115; CLARO TV – canal 52; VIVO TV – canal 19; GVT – canal 56. Saiba mais aqui: http://www.woohoo.com.br/

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POSTINHO

“Jornalismo é publicar aquilo que alguém não quer que se publique. Todo o resto é publicidade.”

Complementando a frase acima do escritor e jornalista George Orwell, criador da expressão “big brother” em seu livro “1984”, lembro um ditado popular que diz “o verdadeiro amigo é aquele que fala o que precisamos ouvir, não o que gostaríamos” para estes outros, damos nomes como “puxa saco”, “baba ovo” ou “paga pau”.

Pois é, confesso que andei pensando muito sobre escrever ou não algumas linhas sobre uma reflexão que fiz quando peguei o avião voltando para casa direto das areias do Postinho, palco da quarta etapa do WCT 2014, o Billabong Rio Pro. Na verdade, acredito que não fui só eu a refletir sobre isso, mas tem muita gente boa preocupada com o futuro do surf profissional e as mudanças pelas quais a ASP está passando e aparentemente irá passar, após ser adquirida pela ZoSea Media Holdings, do ex-membro do conselho da Quiksilver, Paul Speaker, atual CEO da ASP, pelo agente do Kelly Slater, Terry Hardy, e por um casal de bilionários da Florida, Dirk e Natasha Ziff, agora membros da diretoria da entidade.

O tema é polêmico, ainda existe muita falta de informação e com ela, consequentemente, um sem número de teorias e conclusões precipitadas acerca de assuntos que a meu ver ainda estão numa fase de testes. Um bom exemplo disso foi o protesto contra a tentativa de implantação de novas regras de direitos autorais, encabeçado pelo fotógrafo australiano Peter “Joli” Wilson, onde restou demonstrada não só a flexibilidade da ASP diante dos reclamos da imprensa, como também a falta de um maior estudo por parte dessa nova direção com relação a alguns assuntos.

Na minha visão, por mais que o surf para crescer necessite do apoio de outras mídias e patrocinadores, por mais que esses novos parceiros estejam buscando atingir um público maior e captar recursos fora do que nós, surfistas, entendemos por universo surf, nosso esporte, para existir, jamais poderá abrir mão de suas raízes e daquilo que o diferencia de muitos outros.

Caso contrário, se com essas mudanças de reengenharia, planejamento estratégico, “downsizing”, “benchmarking”, ou sei lá qual é a mágica da vez, na verdade apenas truques do velho capitalismo selvagem, se o surf não abrir os olhos e acabar se descaracterizando, se tornando o que não é, um híbrido de golfe, com tênis e discurso de formula um, pode acabar perdendo sua identidade, seus parceiros históricos e finalmente seu verdadeiro público, restando uma “massa de gente” que a qualquer instante pode migrar para o próximo esporte da moda e com ela seus “grandes parceiros” que irão largar a laranja assim que ela não tiver mais suco.

Feita a reflexão, vamos ao campeonato, o Billabong Rio Pro 2014 foi decidido nos detalhes, na estratégia, no condicionamento físico e até numa boa dose de sorte. Quem olhar as imagens vai achar que rolaram altas ondas, porém não foi bem assim, as ondas do Postinho estavam difíceis, imprevisíveis, com uma correnteza forte e um vento que mais atrapalhava que ajudava. Sally e Bourez mereceram a vitória, fora eles, como destaques positivos, gostei muito do surf apresentado pelo Kolohe, pelo David do Carmo e voltei encantado pela australiana Nikki Van Dijk.

Esse ano, a área VIP dobrou de tamanho, o credenciamento de impressa foi reduzido, construíram uma enorme arquibancada para o público, um espaço de interação da Samsung, além de show gratuito do Donavon Frankenreiter na praia, num palco montado ao lado do palanque.

Agora Slater é o novo líder seguido por Parko e Taj, com duas vitórias em quatro eventos Michel Bourez vem na quarta posição e Medina, o melhor brasileiro do circuito, caiu de primeiro para quinto, seguido de perto por Mineirinho em sexto. A próxima etapa ocorrerá de 01 a 13 de junho em Tavarua, Ilhas Fiji.

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OM

Originalmente inaudível, mas é tido como a música do Universo. O primeiro dos símbolos sagrados na Índia é o OM, ele possui a força de ser a descrição visual do som cósmico, do qual toda a matéria e o espaço são originados. No seu som monossilábico, ele contém o universo inteiro em sua energia. Deste modo, o OM é fundamental na cultura Hindu e seu símbolo é a primeira figura que toda a criança deve desenhar no início de sua educação. Ele é, também, a primeira evocação que é cantada para evocar os deuses numa oração. Seu motivo pode ser visto em pórticos, portões, templos, livros em geral, textos religiosos, em berços de recém nascidos e em roupas cerimoniais, numa grande variedade de cores e com muitos tipos de enfeites.Essa sílaba única, Om, vem dos Vedas. Como uma palavra sânscrita, significa “avati raksati” aquilo que lhe protege, lhe abençoa. Como se dá essa proteção? É um mantra e como tal, ele é repetido, e, portanto, torna-se uma prece. Diz-se que ele contém conhecimento e é considerado o corpo sonoro do Absoluto. O Om é o som do infinito e a semente que fecunda os outros mantras. Tal como uma aranha alcança a liberdade do espaço por meio de seu fio, assim também o homem em contemplação alcança a liberdade por meio do Om. Essa técnica é uma das mais antigas e eficazes existentes no Yoga. O OM é o som universal, é a sílaba sagrada que representa o universo em sua totalidade. Não possui tradução literal e seu significado é o Absoluto. No pensamento hindu, esse poderoso mantra é a origem de todas as coisas e de todo o ser. Os Vedas descrevem-no como a força natural básica intrínseca a todos os fenômenos da Natureza. É o som do Universo se expandindo e é também o som do pulsar de cada átomo. É a essência dos Vedas e, portanto, o mantra entre os mantras. Tem sido relacionado com a palavra hebraica AMÉM, utilizada para finalizar as orações da liturgia Cristã. O Om decompõe-se em três elementos: A, U, M, já que o som “O” resulta da fusão dos sons A e U.

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