
Aloha Galera! Parafraseando a lenda do radio esportivo Fiori Gigliotti: “Fecham-se as cortinas e termina o espetáculo em Margaret River!”. O Drug Aware Pro 2017 no selvagem oeste australiano foi sem dúvida um campeonato para entrar na história, não só pelo mar épico que rolou no sábado (01/04) com ondas de 15 pés em Main Break, mas principalmente pela altíssima performance e o show de surf apresentado por John John Florence. O Príncipe do Hawaii e sucessor de Andy Irons, depois de sagrar-se campeão mundial no ano passado (2016), vem mostrando que seu surf continua em constante evolução, elevando os limites do esporte para um patamar cada vez mais próximo da perfeição. Prova disso foram suas médias durante o evento: 19.27 no terceiro round, 19.16 no quarto round, 18.04 nas quartas, 19.27 na semi e 19.03 na final. Sua superioridade foi tão grande, que o único adversário que ele não deixou em combinação foi Michel Bourez nas quartas, mesmo assim o Spartan ficou precisando de 9.28 para vencer. Caberia aqui até escrever algo sobre outros fatos que marcaram esses dias em Magaret, como a escolha errada de prancha do Medina no segundo round, que acabou lhe custando uma derrota para o desconhecido Jacob Willcox e sua saída prematura da competição, ou então a inusitada paralisação da semi final entre Filipe e Kolohe por conta de um cardume de salmões e falando em Filipinho, vale destacar seu terceiro lugar no evento, demonstrando em ondas enormes toda qualidade e radicalidade do seu surf, esbanjando manobras de borda, muita pressão, comprometimento, coragem e sem nenhum aéreo (isso vale para os críticos). Porém, falar de Magaret 2017 é falar de John John, é falar de um outro nível de surf, falar do futuro do esporte, não que outros integrantes do tour não tenham feito manobras e até baterias nesse nível, mas o que surpreendeu a todos foi a regularidade que ele mostrou durante todo o evento, foi o altíssimo nível em todas as baterias, pra não dizer em todas as ondas. As dificuldades nas ondas de Main Break eram evidentes pra todos menos quando Florence entrava no mar, o surfista da lycra número 12 tornava tudo fácil e divertido. Por sinal, essa sensação de “ser fácil” a mesma de quando assistimos Neymar driblar, ou Federer rebater, sempre fez parte do estilo de John John sendo fruto de seu talento natural incontestável, agora, o que vem ocorrendo desde o ano passado, diga-se de passagem primeiro ano em que ele conseguiu competir todas as etapas sem estar lesionado, é que primeiro com a ajuda de Bede Durbidge e agora com as orientações de Ross Williams, o jovem campeão vem desenvolvendo estratégias para vencer as baterias e construir bons resultados. Além disso, quando se fala de John John é importante também destacar seu relacionamento desde que tinha 5 anos de idade com seu conselheiro e shaper Jon Pyzel (Pyzel Surfboards), proporcionando a ele sempre pranchas que atendem 100% das suas necessidades. Ou seja, ele está surfando com o melhor equipamento, utilizando todo o seu talento, dentro dos critérios que os juízes querem e com o livro de regras debaixo do braço. O resultado disso tudo foi a brilhante campanha de 2016 com duas vitórias (Rio e Portugal), dois vices (J-Bay e Tahiti), um terceiro (França), três quintos (Gold Coast, Fiji e Pipeline) e três décimos terceiros (Bells, Margaret e Trestles) e nesse ano de 2017 além de ser o líder do ranking (3º na Gold Coast e 1º em Margaret River) é o mais cotado para ser campeão mundial. Quer ver mais sobre John John Florence assista seu filme “View From a Blue Moon” aqui: https://youtu.be/ROAejW6-5Qw Forte abraço a todos, até Bells!
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