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OM

Originalmente inaudível, mas é tido como a música do Universo. O primeiro dos símbolos sagrados na Índia é o OM, ele possui a força de ser a descrição visual do som cósmico, do qual toda a matéria e o espaço são originados. No seu som monossilábico, ele contém o universo inteiro em sua energia. Deste modo, o OM é fundamental na cultura Hindu e seu símbolo é a primeira figura que toda a criança deve desenhar no início de sua educação. Ele é, também, a primeira evocação que é cantada para evocar os deuses numa oração. Seu motivo pode ser visto em pórticos, portões, templos, livros em geral, textos religiosos, em berços de recém nascidos e em roupas cerimoniais, numa grande variedade de cores e com muitos tipos de enfeites.Essa sílaba única, Om, vem dos Vedas. Como uma palavra sânscrita, significa “avati raksati” aquilo que lhe protege, lhe abençoa. Como se dá essa proteção? É um mantra e como tal, ele é repetido, e, portanto, torna-se uma prece. Diz-se que ele contém conhecimento e é considerado o corpo sonoro do Absoluto. O Om é o som do infinito e a semente que fecunda os outros mantras. Tal como uma aranha alcança a liberdade do espaço por meio de seu fio, assim também o homem em contemplação alcança a liberdade por meio do Om. Essa técnica é uma das mais antigas e eficazes existentes no Yoga. O OM é o som universal, é a sílaba sagrada que representa o universo em sua totalidade. Não possui tradução literal e seu significado é o Absoluto. No pensamento hindu, esse poderoso mantra é a origem de todas as coisas e de todo o ser. Os Vedas descrevem-no como a força natural básica intrínseca a todos os fenômenos da Natureza. É o som do Universo se expandindo e é também o som do pulsar de cada átomo. É a essência dos Vedas e, portanto, o mantra entre os mantras. Tem sido relacionado com a palavra hebraica AMÉM, utilizada para finalizar as orações da liturgia Cristã. O Om decompõe-se em três elementos: A, U, M, já que o som “O” resulta da fusão dos sons A e U.

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Outro dia voltando pra casa, me deparei no rádio com uma voz ácida muito parecida com a do Bob Dylan, porém, cantando uma canção que eu não conhecia, fui descobrir depois ser um jovem inglês de vinte e poucos anos cujo nome é Jake Bugg. Na hora me veio uma vontade enorme de ouvir “o original” e por coincidência a primeira musica que encontrei, uma das minhas preferidas, foi composta por Dylan quando tinha também vinte e poucos anos, isso em 1962, auge da Guerra do Vietnã, o jovem Bob Dylan refletia com sensibilidade impar sobre a paz, a guerra, a compaixão e a liberdade. A canção recebeu o nome de “Blowin’ in the Wind” e passados mais de cinquenta anos, infelizmente, ela continua atual. Diz mais ou menos assim:

Quantas estradas um homem precisa percorrer
Antes que venha a ser chamado de homem?

Quantos mares precisará uma pomba branca sobrevoar
Antes que ela possa repousar na praia?

E por quantas vezes ainda as balas de canhão voarão
Até que sejam para sempre banidas?

A resposta, meu amigo,
está soprando no vento
A resposta está
soprando no vento

Quantos anos deve uma montanha existir
Até que se desmanche no mar?

Quantos anos devem algumas pessoas existir
Até que sejam permitidas serem livres?

E quantas vezes pode um homem virar sua cabeça
E fingir que ele simplesmente não vê?

A resposta, meu amigo,
está soprando no vento
A resposta está
soprando no vento

Quantas vezes deve um homem olhar para cima
Antes que possa enxergar o céu?

Quantos ouvidos deve um homem possuir
Até que possa ouvir o lamento do próximo?

E quantas mortes ainda serão necessárias
Até que perceba que pessoas demais morreram?

A resposta, meu amigo,
está soprando no vento
A resposta está
soprando no vento

De lá pra cá nosso mundo mudou muito pouco e o ser humano permanece o mesmo. Assim, continuando com a reflexão de Dylan, quantas milhas ainda deveremos percorrer, até alcançar a cidade do amor? Quantas vidas ainda serão castigadas pelo terrível flagelo das guerras. Por quanto tempo ainda nos deixaremos fascinar por futilidades do mundo moderno, ignorando os necessitados ao nosso redor? Quanto tempo ainda haverá de correr, até que aprendamos a conjugar o verbo partilhar? E por fim, quanto tempo irá se passar até que vivenciemos a simplicidade e a sabedoria de palavras como as de Mario Quintana: “O sorriso enriquece os recebedores sem empobrecer os doadores.” Quanto Tempo?

 

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Em qual momento, afinal, iniciamos um novo ano?  Os cristãos iniciam em janeiro. O povo judaico, em setembro. No meu caso, acredito que essa fronteira virtual de tempo ocorra no dia do nosso aniversário, momento esse, aliás, também adotado pela astrologia no cálculo das chamadas revoluções solares, onde se calcula o momento em que o Sol no céu retorna para o mesmo ponto em que se encontrava no momento do nosso nascimento, no meu caso, ontem dia oito de abril. Assim, nesse momento de renovação, gostaria de republicar aqui no MaiNeLanD.net um dos textos mais marcantes do meu antigo blog. Vamos lá então! Até agora pouco, ainda estava em dúvida se escreveria ou não uma mensagem aqui. Estou vivendo momentos muito difíceis na minha vida pessoal e o reflexo disso tanto no meu lado criativo, quanto na minha inspiração, tem sido arrasador. Porém hoje, me ocorreu à ideia, de tentar passar um pouco desse aprendizado para vocês, afinal, mesmo por pior que seja a situação, sempre teremos uma lição a aprender e uma experiência a compartilhar. Assim, vou tentar começar essa reflexão contando uma antiga história Sufi, tendo como protagonista o filósofo e sábio popular Nasrudin, que viveu durante a Idade Média numa região conhecida como Anatólia, hoje chamada de Turquia, tornando-se famoso por suas divertidas histórias, sempre com pitadas de sabedoria. Diz assim! Certa tarde Nasrudin tomava chá e conversava com um amigo sobre a vida e o amor. “Por que você nunca se casou, Nasrudin?”, perguntou o amigo. “Bem”, respondeu Nasrudin, “para dizer a verdade, passei toda a minha juventude a procura da mulher perfeita. No Cairo, conheci uma moça linda e inteligente, com olhos que pareciam olivas pretas, mas ela não era muito cortês. Depois, em Bagdá, conheci uma mulher de alma generosa e amiga, mas não tínhamos muitos interesses em comum. Muitas mulheres passaram pela minha vida, mas em cada uma delas faltava alguma coisa, ou alguma coisa estava demais. Então, um dia, eu a conheci. Era linda, inteligente, generosa e bem-educada. Tínhamos tudo em comum. Na verdade, ela era perfeita”. “E então”, replicou o amigo de Nasrudin, “o que aconteceu? Por que você não se casou com ela?” Pensativo, Nasrudin bebeu mais um gole de chá e concluiu: “Infelizmente, parece que ela estava à procura do homem perfeito.” Assim como Nasrudin, quase todos nós queremos encontrar a perfeição fora de nós mesmos. Criamos em nossa cabeça a imagem ideal da mulher ou do homem que buscamos, projetamos essa imagem em cima da namorada ou namorado, da esposa ou do marido e queremos que ela ou ele corresponda a essa imagem. Ao alimentar essa expectativa utópica, perdemos a capacidade de entender e gostar do ser humano real ao qual nos ligamos. E, muitas vezes, como ele ou ela não podem corresponder a essa expectativa, pelo simples fato de ser produto da nossa idealização e dos nossos desejos fantasiosos, acabamos, frustrados, por rejeitar a pessoa com quem nos relacionamos, quase sempre sem ter sequer “conhecido” essa pessoa. A dificuldade ou incapacidade que muitos têm de ver e aceitar a realidade da vida e do parceiro é uma das maiores causas de conflitos que podem levar a separações. Tais deficiências quase sempre são de mão dupla: quem não tem visão do outro em geral também não consegue ver com nitidez a si próprio. Vive um personagem fictício em relação à sua própria pessoa e um outro personagem fictício projetado sobre seu companheiro. Essa relação entre dois seres imaginários num ambiente perfeito transforma-se rapidamente num teatro do absurdo que se desenrola no interior da própria pessoa, levando-a a um permanente estado de frustração e sofrimento, tanto com a sua realidade, quanto com o seu parceiro. Nesses casos, os processos de autoconhecimento são excelentes caminhos para se tentar reverter essa triste situação. Portanto, ACORDE! Seja feliz com o que você é e o que você tem, valorize as coisas boas e deixe para pensar nas ruins somente quando necessário e de forma objetiva, sem dramas, culpas ou ilusões, tenha sempre fé e esperança num futuro melhor, mas faça também a sua parte, pratique esportes, pratique o bem, tenha uma vida saudável, gaste apenas o que você tem e pode, reavalie sua relação com seu parceiro, seus filhos, pais, irmãos e amigos verdadeiros, comprometendo-se a não perder mais tempo com coisas e pessoas inúteis, invista sim, na sua cultura, na sua saúde, no seu amor próprio e em coisas que realmente irão lhe fazer bem e lhe dar prazer. Construa sua felicidade, ela está em suas mãos!

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Escrever, além de ser meu trabalho, funciona comigo também como uma espécie de terapia, sempre gostei de escrever, assim como de leitura e esses “prazeres” acabaram por traçar alguns rumos na minha vida. Hoje, ganho meu dinheiro com isso, buscando fazer minha parte na melhoria da justiça em nosso país e paralelamente, tento passar um pouco das minhas experiências de vida em colunas e artigos que costumo escrever para revistas, sites e blogs. Nesses textos, busco sempre usar como pano de fundo o universo surf, esporte que sou apaixonado desde criança, onde tenho a maioria dos meus amigos e cujo estilo de vida, valores, sonhos e ideais são para mim quase que uma religião. Porém, talvez pelo ritmo atual da minha vida, cada dia mais corrida e com menos tempo disponível, talvez pela falta do mar, da praia, do surf, elementos que tanto me inspiram e que ultimamente se tornaram mais distantes e difíceis de estarem presentes com a mesma frequência e intensidade de anos atrás, tenho escrito muito pouco e agora com a criação do MaiNeLanD.net, tive a ideia de criar esse espaço para voltar a escrever e refletir junto com vocês. Bom! E como o negócio aqui é reflexão, vou pedir ajuda de um cara que eu admiro demais e que constantemente me faz refletir, vou começar citando “Supérfluo e Necessário” de Chico Xavier: “Uns queriam um emprego melhor; outros, só um emprego. Uns queriam uma refeição mais farta; outros, só uma refeição. Uns queriam uma vida mais amena; outros, apenas viver. Uns queriam pais mais esclarecidos; outros, ter pais. Uns queriam ter olhos claros; outros, enxergar. Uns queriam ter voz bonita; outros, falar. Uns queriam silêncio; outros, ouvir. Uns queriam sapato novo; outros, ter pés. Uns queriam um carro; outros, andar. Uns queriam o supérfluo; outros, apenas o necessário.” Quanta verdade! Mas afinal, o que é supérfluo e o que é necessário? Nos dias de hoje, na atual sociedade de consumo em que vivemos e somos obrigados a criar nossos filhos, os conceitos de supérfluo e necessário estão longe daqueles que nos foram ensinados por nossos Pais, o mundo é outro, se tornou mais egoísta e menos humano, mais fútil e menos educado, mais imediatista e menos tolerante, mais cruel e menos caridoso, infelizmente a lista é longa, mas é nesse mundo que temos que buscar dia após dia construir nossa felicidade, vivendo o presente de maneira intensa e consciente, lutando e se esforçando diariamente em busca de um futuro melhor para as próximas gerações e desse imenso aprendizado que é viver, quando e se possível, tentar compartilhar um pouco dessa experiência, ou na forma de ajuda, ou de conselhos e porque não num texto como esse pra instigar a reflexão de vocês?!  É isso ai, termino o texto mas a reflexão continua:

– Afinal, o que é supérfluo e o que é necessário?

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Numa dessas mágicas tardes alaranjadas de outono, quando a praia já voltou a ser nossa, quando aquela bagunça e sujeira do verão já se foram e o cotidiano começa a entrar novamente em seu eixo, estava eu sentado em frente ao mar, depois de uma rápida chuva, quando vi por trás das ondas surgir um maravilhoso arco-íris estampado no céu. Logo ele desapareceria e por se tratar de um momento mágico, único, pensei na hora em fotografá-lo. Porém, ao abrir a mochila percebi que havia deixado minha máquina em casa e o que encontrei foram apenas uma caneta e meu moleskine. Foi então que tirei essa “fotografia” com palavras. Esse pequeno poema:

Céu azul de outono

Ondas, mar e um arco-íris

Simplicidade mágica.

Lendo-o, acho que vocês também podem ver e sentir, na sua imaginação, o que vi e senti naquele momento! Não é? Então, vocês já conhecem um “Haicai”. O Haicai é um pequeno poema de três linhas inventado pelos poetas japoneses. É como uma “fotografia” com palavras de um momento único que o poeta viu, ouviu, sentiu, e que o encantou, na natureza. Essa arte chegou ao Brasil no início do século 20 e hoje conta com muitos praticantes e estudiosos. No Japão, e na maioria dos países do mundo, é conhecido como haiku. Basicamente o Haicai clássico obedece a quatro regras:

Consiste em 17 sílabas, divididas em três versos de 5, 7 e 5 sílabas

Contém alguma referência à natureza (diferente da natureza humana)

Refere-se a um evento particular (ou seja, não é uma generalização)

Apresenta tal evento como “acontecendo agora”, e não no passado.

Com o transplante do Haicai para outros países, algumas de suas regras são seguidas com maior ou menor fidelidade, enquanto outras podem ser mesmo ignoradas, dependendo de cada poeta ou da escola seguida. É isso ai galera, MaiNeLanD.net também é cultura, que tal agora vocês criarem o seu Haicai?

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Hoje pela manhã, no trânsito, a caminho do trabalho, enquanto trocava aquele que pra mim foi o melhor cd de rock de 2013 “Lightning Bolt” do “Pearl Jam”, pelo também excelente “Nunca Tem Fim” do nosso brasileiríssimo “O Rappa”, no radio do meu carro entrou um cara de voz rouca, que depois saberia ser o jornalista “Salomão Schvartzman” (BandNewsFM/96,9 SP/diariamente 9h35) falando sobre “Fácil e Difícil”. A primeira frase que escutei foi “Fácil é ditar regras. Difícil é segui-las.” e por ai ele seguiu “Fácil é sonhar todas as noites. Difícil é lutar para realizar seus sonhos… Fácil é exibir sua vitória a todos. Difícil é assumir suas derrotas com dignidade… Fácil é beijar. Difícil é entregar a alma… Fácil é desfrutar a vida a cada dia. Difícil é dar o verdadeiro valor a ela… Fácil é rezar todas as noites. Difícil é encontrar Deus nas pequenas coisas…” Terminada a crônica, comecei a refletir sobre o tema e é a partir disso que eu gostaria de começar esse texto. Afinal, quem somos nós para julgarmos algo como sendo “Fácil” ou “Difícil”, quando esse acontecimento, essa ação, reação, história, ou mesmo momento, por menor que ele seja não está ocorrendo efetivamente conosco? O que nos garante que esse outro, agiria, pensaria, ou quem sabe sentiria da forma como imaginamos? Creio que esse tipo de atitude, esse tipo de pensamento, que para alguns, infelizmente, soa como uma espécie de verdade, além de desrespeitar a individualidade do outro, acaba por mascarar seus reais propósitos, sua verdadeira identidade, nos levando consequentemente, a um juízo equivocado da realidade. Apenas para ilustrar e porque não contextualizar essa reflexão num tipo de experiência que creio eu, muitos de nós irão se identificar. Gostaria de contar uma “historinha”, seguinte… Durante a era glacial, muitos animais morriam por causa do frio. Os porcos-espinhos, percebendo esta situação, resolveram se juntar em grupos, assim se agasalhavam e se protegiam mutuamente. Mas os espinhos de cada um feriam os companheiros mais próximos, justamente os que forneciam calor. E, por isso, tornavam a se afastar uns dos outros. Voltaram a morrer congelados e precisavam fazer uma escolha: ou desapareceriam da face da Terra, ou aceitavam os espinhos do semelhante. Com sabedoria, decidiram voltar e ficar juntos. Aprenderam assim a conviver com as pequenas feridas que uma relação muito próxima podia causar, já que o mais importante era o calor do outro. A partir de mais essa lição da natureza, podemos concluir que um relacionamento saudável, não é aquele que une pessoas perfeitas, até porque ninguém é perfeito, mas sim, aquele onde cada um aceita os defeitos do outro e consegue perdão pelos próprios defeitos, respeitando as “Facilidades” e principalmente as “Dificuldades” uns dos outros. Assim, não vejo maneira melhor de terminar esse texto, senão listando um pouco mais do que meus quase 49 anos de vida me ensinaram sobre o que é “Fácil” e o que é “Difícil”. Vamos lá então: Fácil é demonstrar raiva e impaciência. Difícil é perdoar com amor no coração… Fácil é falar aquilo que o outro deseja. Difícil é dizer a verdade, principalmente quando essa não é agradável… Fácil é enganar todos a nossa volta. Difícil é mentir para o nosso coração… Fácil é julgar o próximo! Difícil é refletir sobre nós mesmos!

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– Filho, eu descobri essas coisas no seu armário… – Qual é o problema de ter uma máscara dos anônimos e um taco de beisebol? – Você usa isso? – Não… quer dizer, as vezes… – É que estou precisando. Será que você me empresta? – Precisando? Pra quê? – É que eu li as coisas que você andou escrevendo na internet… – Você andou lendo o meu face? – Qual é o problema? Não é público? – É…mas… – Pois é, eu li o que você escreveu e … – Pai, eu sei que você não gostou do que eu escrevi lá , mas… eu não vou discutir, são as minhas ideias. Eu sou anarquista e… – Não. Eu achei legal. Você me convenceu. – Convenci? De quê? – Tá tudo errado mesmo… eu li o que você escreveu e concordo. Agora eu sou anarquista também, que nem você… – Você o quê? Pai… que história é essa? – É, você fez a minha cabeça. tem que quebrar tudo mesmo! Agora eu sou Black Bloc! – Pai, você não pode… você é diretor de uma empresa enorme e… – Não sou mais não. Larguei o meu emprego. Mandei o meu chefe tomar no …. Mandei todo mundo lá tomar no …… – Pai, você não pode largar o seu emprego. Você está há 30 anos lá… – Posso sim! Aliás tô juntando uma galera pra ir lá quebrar tudo. – Quebrar tudo onde? – No meu trabalho! Vamos quebrar tudo! Abaixo a opressão! Abaixo tudo! – Você não pode fazer isso, pai… – Posso sim! É só você me emprestar a máscara e o taco de beisebol. E aí, você vem comigo? – Não… acho melhor não… – É melhor você vir porque agora que eu larguei tudo, a gente vai ter que sair desse apartamento… – Sair daqui? E a gente vai morar aonde? – Sei lá! Vamos acampar em frente a uma empresa capitalista qualquer e exigir o fim do capitalismo! – Pai, você não pode fazer isso! Não pode abandonar tudo! E a minha mesada? Como vou ficar? – Tô indo! Fui! – Peraí, pai! Pai! Volta aqui! Volta aqui, pai!!!

Voooltaaaaa!

É FÁCIL DAR BOM DIA COM O CHAPÉU DOS OUTROS…

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Cherokee

Os índios Cherokees americanos, famosos por sua coragem, costumavam submeter seus jovens a um ritual de passagem da infância para a idade adulta. O pai levava o filho para a floresta durante o final da tarde, vendava-lhe os olhos e deixava-o sozinho. O filho tinha que se sentar sozinho no topo de uma montanha durante a noite toda, não podendo remover a venda até os raios do sol brilharem no dia seguinte. Ele não podia gritar por socorro para ninguém e se ele conseguisse passar a noite toda lá, seria considerado um homem. Ele não podia contar a experiência aos outros meninos porque cada um devia tornar-se homem do seu próprio modo, enfrentando o medo do desconhecido. O menino estava naturalmente amedrontado. Ele podia ouvir toda espécie de barulho. Os animais selvagens podiam, naturalmente, estar ao seu redor. Talvez alguns humanos também podiam feri-lo. Os insetos e cobras podiam vir e picá-lo. Ele podia estar com frio, fome e sede. O vento soprava a grama, a terra sacudia os tocos, mas ele deveria permanecer sentado heroicamente, sem nunca remover a venda. Segundo os Cherokees, este era o único modo dele se tornar um homem. Finalmente… Após essa noite horrível, o sol apareceria e a venda enfim poderia ser removida, revelando, então, o pai havia ficado sentado na montanha próximo a ele, durante toda a noite protegendo o filho do perigo. Nós também nunca estamos sozinhos! Mesmo quando não percebemos Deus está olhando para nós “sentado ao nosso lado”. Quando os problemas vêm, tudo que temos a fazer é confiar que Ele está nos protegendo. Apenas porque você não vê Deus, não significa que Ele não esteja conosco. Nós precisamos caminhar pela nossa fé, não com a nossa visão material. Pensem nisso!

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GSAL

Criado em 2006 no Rio de Janeiro, por cinco amigos com habilidades complementares e um ponto de vista em comum, o Sal é um grupo de comunicação que se dedica a criar histórias próprias, cuidar de marcas, desenhar estratégias e produzir com prazer.

No Sal, a gente trabalha em colaboração. Clientes, fornecedores e equipe participam do processo de criação, do desenvolvimento e da produção. Nosso objetivo principal é a qualidade do pensamento e da execução em todas as etapas.

O Grupo já assinou documentários premiados, ajudou a criar e a lançar um canal de TV, cria, produz e lança marcas, campanhas, produtos e cases para clientes como Canal Off, Multishow, Nike Rio, Koni Store, TEDx e Rede Globo. Saiba mais aqui: http://www.gruposal.com.br

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Inspirado nesse último final de semana, quando tive a imensa felicidade de ser convidado para padrinho da pequena Gabriela, filha do meu irmão João e da minha cunhada Vanessinha, quero deixar aqui um dos melhores textos que já li sobre crianças. Diz mais ou menos assim: Entre a inocência da infância e a compostura da maturidade há uma deliciosa criatura chamada Criança. Embora se apresentem em tamanhos, pesos e cores sortidas, todas as crianças tem o mesmo credo: aproveitar cada segundo de cada minuto de todas as horas de todos os dias e protestar ruidosamente – o barulho é sua única arma – quando seu último minuto é decretado e os adultos os empacotam e metem na cama. Crianças são encontradas em todas as partes: em cima de, embaixo de, dentro, subindo em, balançando-se no, correndo em volta de, pulando para. Os pais os adoram, os irmãos e irmãs mais velhos os suportam, adultos os ignoram, o céu os protege. Uma criança é a Verdade com o rosto sujo, a Beleza com um corte no dedo, a Sabedoria com um chiclete no cabelo, a Esperança do futuro com uma rã no bolso. Quando você está ocupado, a criança é um conversa-fiada intrometido e amolante. Mas quando à noite você chega em casa, com suas esperanças e seus sonhos reduzidos a pedaços, ela possui a magia de soldá-los em um segundo, pronunciando apenas duas palavras: “Oi Papai!”
Eu como pai sei muito bem o que é isso, ao longo dos meus quase 50 anos muuuito bem vividos, já passei por muitas coisas, mas em matéria de emoção e felicidade, não exite nada que se compare, formatura, casamento, separação, vôo livre, hawaii, vencer um campeonato, comprar o primeiro carro, tudo isso é café pequeno perto de ter um filho, pra mim, É A MAIOR EMOÇÃO DO MUNDO!!

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