
Quem assistiu o filme “Sociedade dos Poetas Mortos” (1989), com toda a certeza vai se lembrar do professor John Keating (personagem de Robin Williams) insistindo com seus alunos: “Mas se você escutar bem de perto, você pode ouvi-los sussurar o seu legado. Vá em frente, abaixe-se. Escute, está ouvindo? – Carpe – ouve? – Carpe, carpe diem, colham o dia garotos, tornem extraordinárias as suas vidas.” Para quem não assistiu, Carpe Diem significa em latim “colha o dia” ou “aproveite o momento”. De onde vem isso? Não… não é um provérbio popular. Bem pelo contrário. Faz parte de um poema do romano Horácio (65-8 A.C.) chamado “Odes” (I, 11.8), onde podemos ler: “Carpe diem quam minimum credula postero” (colha o dia, confia o mínimo no amanhã). Também é utilizado como um conselho para evitar que se gaste o tempo com coisas inúteis ou como uma justificativa para o prazer imediato, sem medo do futuro. E isso encontramos na poesia inglesa dos séculos XVI e XVII. Um exemplo é o livro de Robert Herrick, “To the Virgins”, na poesia “to Make Much of Time” (para aproveitar o tempo ao máximo), que começa com: “Gather ye rosebuds while ye may” (Colha seus botões de rosa enquanto podes). Essa expressão rodou o mundo. Um poeta chinês, da dinastia Tang, conhecedor de provérbios bastante parecidos com o que escreveu Herrick, tinha um pensamento bem semelhante: (Colha a flor quando florescer; não espere até não haver mais flores, só galhos a serem quebrados). Então… Colham o dia como se fosse sua última onda das férias, a saideira, aquela até a areia, com o sol se pondo e aquele céu que vai do alaranjado, ao azul escuro. A vida não pode ser economizada, amanhã o mar pode estar flat, você pode estar de terno e gravata no escritório, o tempo fechado, chuva, frio. Nossa vida acontece agora, nesse instante, sempre no presente. CARPE DIEM!!