
“Caminhante, não há caminho, o caminho se faz ao caminhar.”
ANTONIO MACHADO
Lembro-me de quando comecei em meu emprego atual, tinha vinte e poucos anos, isso lá nos idos de “80 e tal”, depois de trabalhar quase 10 anos dentro do universo surf, tentar ser atleta (não tinha talento pra isso), sonhar em ter minha própria marca (me faltou dinheiro ou uma família rica que me patrocinasse), participar de diversas empresas no início do mercado de surfwear no Brasil (ajudei muita gente a ganhar dinheiro com meu trabalho e minhas ideias), enfim, depois de tentar a vida trabalhando no que eu amo, acabei por escutar os conselhos dos meus pais e em busca de uma tal “estabilidade” parti para os concursos públicos, comecei a estudar duro, mudei meu foco e depois de algumas tentativas consegui ser aprovado para uma das carreiras mais disputadas e desejadas do mundo jurídico (pelo menos na época). Pois bem, isso já faz quase 30 anos e nesse tempo muuuita coisa mudou, tanto na minha vida, quanto no universo surf, no mundo jurídico, no Brasil e em todo o Planeta. Acho difícil avaliar se o caminho que escolhi foi o melhor, foi o meu caminho, o que eu consegui trilhar, o caminho pelo qual lutei (e luto diariamente), o caminho que me fez ser quem sou hoje, sou muito grato a ele e a todos com os quais eu convivi nesse caminho, grato a minha família, amigos, companheiros de trabalho e até aos bons inimigos que tornaram nossas batalhas momentos de aprendizagem e as vitórias mais saborosas e merecedoras. Escrevo isso como uma introdução a uma reflexão que gostaria de propor aqui com vocês, aliás, durante muitos anos tive por hábito escrever crônicas de final de ano propondo reflexões aos leitores das minhas colunas e do meu antigo blog MaiNeLanD. Hoje não será diferente, embora tanto eu quanto os tempos atuais estejam beeem diferentes. Tempos de crise, de corrupção em proporções avassaladoras, de uma inversão de valores sem precedentes por parte da sociedade, o que me tem feito pensar muito em qual será o caminho do meu filho, que conselhos dar a ele com relação a que caminho seguir, ou seja, será que o meu modelo de vida baseado em: estudar + formar + emprego + família + aposentadoria + finalmente descanso, ainda é uma boa opção, ou a única boa opção? Será que a nossa função principal nesse mundo é trabalhar o dia inteiro, dia após dia esperando pelo final de semana pra só então curtir alguns poucos momentos de tranquilidade e seguir nesse ritmo pra só após um ano inteiro conseguirmos 30 dias de férias (isso se elas não forem vendidas), pra poder enfim descansar? Será que precisamos de tanto dinheiro assim? Será que realmente precisamos comprar coisas que nem sabemos de fato se queremos ou se queremos porque nos dizem que é isso que precisamos querer? Será que não seria o momento pra uma reflexão maior sobre o que realmente necessitamos e como escaparmos dos atuais padrões de consumo que nos são impostos por uma sociedade totalmente corrompida por valores materiais e necessidades supérfluas. É lógico que a grande maioria da população precisa de mais dinheiro, especialmente em tempos de crise, isso é um fato. Também é de se ressaltar que o preço das coisas está cada vez mais alto e quer você queira ou não, acaba tendo que entrar nesse espiral enlouquecido de consumo mesmo contra sua vontade. Afinal, será que vale a pena abrir mão do nosso tempo, esse recurso tão raro e não renovável, nosso bem mais precioso e que dinheiro algum nesse mundo é capaz de comprar, em troca de coisas supérfluas ou luxos sem propósito. Digo a vocês sem o menor medo de errar. A vida é mais do que isso! A vida tem que ser muito mais do que isso! Tenho pensando muito sobre qual o real sentido da vida, o que realmente é necessário e o que é supérfluo, porque comprar o tênis da marca X, se o que realmente eu necessito é de um calçado; porque comer no restaurante Y, se o que meu corpo precisa é apenas de alimento, e por ai vai uma sucessão enorme de supostas necessidades e prioridades sem o menor propósito. Talvez seja essa a palavra, “propósito” e daí o título lá em cima, a pergunta que eu te faço e a proposta de reflexão para esse final de 2016, início de 2017. Qual o seu propósito nessa vida? Esse caminho que você está vai te levar a esse propósito? Sim! Digo isso pois muitos de nós, assim como eu lá nos idos de “80 e tal” optamos por seguir um determinado caminho e essa escolha sempre é feita condicionada a um determinado propósito, um objetivo, um destino seja qual for o caminho escolhido. Assim, deixo aqui mais uma pergunta, mais uma reflexão: Será que é certo querer mais e ter mais do que a gente precisa? Será que o certo não seria viver com o necessário, viver só com aquilo que precisamos e buscar um propósito maior que não seja pensar só em nós, mas no bem estar de todos? Vocês já pararam pra pensar em quantas pessoas estão mergulhadas nesse mundo de necessidades supérfluas, sofrendo crises de ansiedade e depressão por falta de um verdadeiro propósito em suas vidas? Porque comprar e consumir coisas desnecessárias, não é propósito, não traz nada, não leva a nada, são apenas prazeres efêmeros e imediatos. Será que isso vale o nosso precioso tempo? Será que esse é o caminho certo? Trabalhar, trabalhar, horas e horas a fio, não restando tempo pra mais nada além de trabalho e umas poucas horas de repouso. Esse é o seu propósito? Esse foi o destino daquele caminho que você escolheu lá no início? Não sei se vocês já assistiram ao filme “Click” com o Adam Sandler, mesmo pra quem já assistiu, segue como minha sugestão em complemento a esse texto. Acredito meus amigos e amigas que tiveram o carinho e a paciência de ler esse texto até aqui, que não importa como, não importa quando, mas precisamos usufruir melhor o nosso tempo e quando digo “usufruir” não é apenas ter mais tempo, é aproveitar esse tempo fazendo algo que nos faça realmente bem, que nos traga alegria e boas recordações como estar junto de nossas famílias e amigos verdadeiros, usufruir esse tempo com atividades que nos tragam saúde e bem estar como praticar esportes e ficar junto à natureza e por fim, tentar buscar um propósito nesse nosso caminho, algo que fique de exemplo para as gerações futuras, que justifique a sua passagem por essa vida, algo que dinheiro nenhum compra e que não tem valor material, mas que fique dentro dos corações e mentes daqueles com quem você conviveu. Se os seus sonhos vão ser apenas sonhos ou se esses sonhos se tornarão realidade, depende de como você está vivendo o agora. Não tenha medo do futuro, lute e se esforce ao máximo para que ele seja do jeito que você sempre desejou. A morte não é a maior perda da vida. A maior perda da vida é o que morre dentro de nós enquanto vivemos. Não lamente o passado, não sofra por antecipação, viva o presente intensamente e com sabedoria, usem camisinha, protetor solar e bebam muita água, álcool e direção nem pensar, drogas são uma roubada, faça esporte todos os dias e se possível sexo todas as noites, isso sim da barato, leiam um bom livro e tentem desligar a televisão sempre que possível, esses são apenas alguns conselhos, mas que cada um ao seu jeito, que todos nós possamos curtir um final de ano com muita paz, muita saúde, nesse gostoso clima de férias e de verão, curtindo junto dos nossos o lado bom da vida, dias felizes, inesquecíveis e que ficarão guardados para sempre em nossas memórias e corações! Um Feliz Natal para todos vocês, suas famílias e amigos, que 2017 seja um ano de muita saúde, muitas realizações e muita paz para todos nós! E como costumava encerrar minhas colunas… Beijos e Abraços pra Geral, Keep Surfing, Mahalo, Muita Saúde e Muita Paz!!

“Jornalismo é publicar aquilo que alguém não quer que se publique. Todo o resto é publicidade.”
Complementando a frase acima do escritor e jornalista George Orwell, criador da expressão “big brother” em seu livro “1984”, lembro um ditado popular que diz “o verdadeiro amigo é aquele que fala o que precisamos ouvir, não o que gostaríamos” para estes outros, damos nomes como “puxa saco”, “baba ovo” ou “paga pau”.
Pois é, confesso que andei pensando muito sobre escrever ou não algumas linhas sobre uma reflexão que fiz quando peguei o avião voltando para casa direto das areias do Postinho, palco da quarta etapa do WCT 2014, o Billabong Rio Pro. Na verdade, acredito que não fui só eu a refletir sobre isso, mas tem muita gente boa preocupada com o futuro do surf profissional e as mudanças pelas quais a ASP está passando e aparentemente irá passar, após ser adquirida pela ZoSea Media Holdings, do ex-membro do conselho da Quiksilver, Paul Speaker, atual CEO da ASP, pelo agente do Kelly Slater, Terry Hardy, e por um casal de bilionários da Florida, Dirk e Natasha Ziff, agora membros da diretoria da entidade.
O tema é polêmico, ainda existe muita falta de informação e com ela, consequentemente, um sem número de teorias e conclusões precipitadas acerca de assuntos que a meu ver ainda estão numa fase de testes. Um bom exemplo disso foi o protesto contra a tentativa de implantação de novas regras de direitos autorais, encabeçado pelo fotógrafo australiano Peter “Joli” Wilson, onde restou demonstrada não só a flexibilidade da ASP diante dos reclamos da imprensa, como também a falta de um maior estudo por parte dessa nova direção com relação a alguns assuntos.
Na minha visão, por mais que o surf para crescer necessite do apoio de outras mídias e patrocinadores, por mais que esses novos parceiros estejam buscando atingir um público maior e captar recursos fora do que nós, surfistas, entendemos por universo surf, nosso esporte, para existir, jamais poderá abrir mão de suas raízes e daquilo que o diferencia de muitos outros.
Caso contrário, se com essas mudanças de reengenharia, planejamento estratégico, “downsizing”, “benchmarking”, ou sei lá qual é a mágica da vez, na verdade apenas truques do velho capitalismo selvagem, se o surf não abrir os olhos e acabar se descaracterizando, se tornando o que não é, um híbrido de golfe, com tênis e discurso de formula um, pode acabar perdendo sua identidade, seus parceiros históricos e finalmente seu verdadeiro público, restando uma “massa de gente” que a qualquer instante pode migrar para o próximo esporte da moda e com ela seus “grandes parceiros” que irão largar a laranja assim que ela não tiver mais suco.
Feita a reflexão, vamos ao campeonato, o Billabong Rio Pro 2014 foi decidido nos detalhes, na estratégia, no condicionamento físico e até numa boa dose de sorte. Quem olhar as imagens vai achar que rolaram altas ondas, porém não foi bem assim, as ondas do Postinho estavam difíceis, imprevisíveis, com uma correnteza forte e um vento que mais atrapalhava que ajudava. Sally e Bourez mereceram a vitória, fora eles, como destaques positivos, gostei muito do surf apresentado pelo Kolohe, pelo David do Carmo e voltei encantado pela australiana Nikki Van Dijk.
Esse ano, a área VIP dobrou de tamanho, o credenciamento de impressa foi reduzido, construíram uma enorme arquibancada para o público, um espaço de interação da Samsung, além de show gratuito do Donavon Frankenreiter na praia, num palco montado ao lado do palanque.
Agora Slater é o novo líder seguido por Parko e Taj, com duas vitórias em quatro eventos Michel Bourez vem na quarta posição e Medina, o melhor brasileiro do circuito, caiu de primeiro para quinto, seguido de perto por Mineirinho em sexto. A próxima etapa ocorrerá de 01 a 13 de junho em Tavarua, Ilhas Fiji.

Escrever, além de ser meu trabalho, funciona comigo também como uma espécie de terapia, sempre gostei de escrever, assim como de leitura e esses “prazeres” acabaram por traçar alguns rumos na minha vida. Hoje, ganho meu dinheiro com isso, buscando fazer minha parte na melhoria da justiça em nosso país e paralelamente, tento passar um pouco das minhas experiências de vida em colunas e artigos que costumo escrever para revistas, sites e blogs. Nesses textos, busco sempre usar como pano de fundo o universo surf, esporte que sou apaixonado desde criança, onde tenho a maioria dos meus amigos e cujo estilo de vida, valores, sonhos e ideais são para mim quase que uma religião. Porém, talvez pelo ritmo atual da minha vida, cada dia mais corrida e com menos tempo disponível, talvez pela falta do mar, da praia, do surf, elementos que tanto me inspiram e que ultimamente se tornaram mais distantes e difíceis de estarem presentes com a mesma frequência e intensidade de anos atrás, tenho escrito muito pouco e agora com a criação do MaiNeLanD.net, tive a ideia de criar esse espaço para voltar a escrever e refletir junto com vocês. Bom! E como o negócio aqui é reflexão, vou pedir ajuda de um cara que eu admiro demais e que constantemente me faz refletir, vou começar citando “Supérfluo e Necessário” de Chico Xavier: “Uns queriam um emprego melhor; outros, só um emprego. Uns queriam uma refeição mais farta; outros, só uma refeição. Uns queriam uma vida mais amena; outros, apenas viver. Uns queriam pais mais esclarecidos; outros, ter pais. Uns queriam ter olhos claros; outros, enxergar. Uns queriam ter voz bonita; outros, falar. Uns queriam silêncio; outros, ouvir. Uns queriam sapato novo; outros, ter pés. Uns queriam um carro; outros, andar. Uns queriam o supérfluo; outros, apenas o necessário.” Quanta verdade! Mas afinal, o que é supérfluo e o que é necessário? Nos dias de hoje, na atual sociedade de consumo em que vivemos e somos obrigados a criar nossos filhos, os conceitos de supérfluo e necessário estão longe daqueles que nos foram ensinados por nossos Pais, o mundo é outro, se tornou mais egoísta e menos humano, mais fútil e menos educado, mais imediatista e menos tolerante, mais cruel e menos caridoso, infelizmente a lista é longa, mas é nesse mundo que temos que buscar dia após dia construir nossa felicidade, vivendo o presente de maneira intensa e consciente, lutando e se esforçando diariamente em busca de um futuro melhor para as próximas gerações e desse imenso aprendizado que é viver, quando e se possível, tentar compartilhar um pouco dessa experiência, ou na forma de ajuda, ou de conselhos e porque não num texto como esse pra instigar a reflexão de vocês?! É isso ai, termino o texto mas a reflexão continua:
– Afinal, o que é supérfluo e o que é necessário?

Os índios Cherokees americanos, famosos por sua coragem, costumavam submeter seus jovens a um ritual de passagem da infância para a idade adulta. O pai levava o filho para a floresta durante o final da tarde, vendava-lhe os olhos e deixava-o sozinho. O filho tinha que se sentar sozinho no topo de uma montanha durante a noite toda, não podendo remover a venda até os raios do sol brilharem no dia seguinte. Ele não podia gritar por socorro para ninguém e se ele conseguisse passar a noite toda lá, seria considerado um homem. Ele não podia contar a experiência aos outros meninos porque cada um devia tornar-se homem do seu próprio modo, enfrentando o medo do desconhecido. O menino estava naturalmente amedrontado. Ele podia ouvir toda espécie de barulho. Os animais selvagens podiam, naturalmente, estar ao seu redor. Talvez alguns humanos também podiam feri-lo. Os insetos e cobras podiam vir e picá-lo. Ele podia estar com frio, fome e sede. O vento soprava a grama, a terra sacudia os tocos, mas ele deveria permanecer sentado heroicamente, sem nunca remover a venda. Segundo os Cherokees, este era o único modo dele se tornar um homem. Finalmente… Após essa noite horrível, o sol apareceria e a venda enfim poderia ser removida, revelando, então, o pai havia ficado sentado na montanha próximo a ele, durante toda a noite protegendo o filho do perigo. Nós também nunca estamos sozinhos! Mesmo quando não percebemos Deus está olhando para nós “sentado ao nosso lado”. Quando os problemas vêm, tudo que temos a fazer é confiar que Ele está nos protegendo. Apenas porque você não vê Deus, não significa que Ele não esteja conosco. Nós precisamos caminhar pela nossa fé, não com a nossa visão material. Pensem nisso!

“O mestre só aparecerá quando o discípulo estiver pronto”
Hoje, depois que deixei meu filho na escola, vendo aquele monte de crianças saindo de suas casas em busca de conhecimento, comecei a refletir sobre a questão e gostaria de dividir isso com vocês. Quando você tem uma busca, uma pergunta, uma inquietação, até uma maçã que cai da macieira te ensina a lei da gravidade, como aconteceu com Isaac Newton. Por outro lado, para quem não tem pergunta, o texto mais brilhante, a reflexão mais profunda, o conselho mais pragmático não significam nada. Isto é, se Newton não tivesse uma pergunta em sua mente, podia cair a macieira inteira em sua cabeça e não teria nenhum significado. Resumindo… De tudo que acontece em nossas vidas podemos tirar uma lição, um aprendizado, basta termos a mente limpa e aberta para novas ideias e novos caminhos. Muitas escolas e até universidades nos dias de hoje vêm deseducando nossos jovens ensinando-os a apenas ter respostas, sem conviver com a questão, sem saber não saber, por isso meu conselho de hoje é que vocês busquem perguntas, sem se preocuparem em saber as respostas. Confuso? Talvez! Mas agora leiam novamente a frase do início e reflitam!

O diálogo abaixo é verídico e foi travado em outubro de 1995 entre um navio da Marinha Norte Americana e as autoridades costeiras do Canadá, próximo ao litoral de Newfoundland.
Os americanos começaram:
– Favor alterar seu curso 15 graus para norte para evitar colisão com nossa embarcação.
Os canadenses responderam prontamente:
– Recomendo mudar o SEU curso 15 graus para sul.
O capitão americano irritou-se:
– Aqui é o capitão de um navio da Marinha Americana. Repito, mude o SEU curso.
Mas o canadense insistiu :
– Não. Mude o SEU curso atual.
A situação foi se agravando.
O capitão americano berrou ao microfone:
– ESTE É O PORTA-AVIÕES USS LINCOLN, O SEGUNDO MAIOR NAVIO DA FROTA AMERICANA NO ATLÂNTICO. ESTAMOS ACOMPANHADOS DE TRÊS DESTRÓIERES, TRÊS FRAGATAS E NUMEROSOS NAVIOS DE SUPORTE. EU EXIJO QUE VOCÊS MUDEM SEU CURSO 15 GRAUS PARA NORTE, UM, CINCO, GRAUS NORTE, OU ENTÃO TOMAREMOS CONTRAMEDIDAS PARA GARANTIR A SEGURANÇA DO NAVIO.
E o canadense respondeu:
– Aqui é um farol, câmbio!
Às vezes a arrogância nos faz cegos. Quantas vezes criticamos a ação dos outros, quantas vezes exigimos mudanças de comportamento nas pessoas que vivem perto de nós, quando na verdade nós é que deveríamos mudar o nosso rumo. Quantas vezes já não subestimamos o poder da natureza achando que somos Super-Homens, ou Super-Mulheres.
Agir com Respeito e Humildade para com os Outros e a Natureza além de nos tornar pessoas melhores, poderá livrar a nossa cara de muitos problemas no futuro, afinal, vale sempre lembrar que o mundo da voltas, muuuitas voltas.

Não importa onde vc parou…
em que momento da vida você cansou…
o que importa é que sempre é possível
e necessário “RECOMEÇAR”.
Recomeçar é dar uma nova chance a si mesmo…
é renovar as esperanças na vida
e o mais importante…
acreditar em vc de novo.
Sofreu muito nesse período?
foi limpeza da alma…
Ficou com raiva das pessoas?
foi pra pedoá-las um dia…
Sentiu-se só por diversas vezes?
é porque fechastes a porta até para os anjos…
Acreditou que tudo estava perdido?
era o início da tua melhora…
Pois é… agora é hora de reiniciar…
de pensar na luz…
de encontrar prazer nas coisas simples de novo.
Que tal
Um corte de cabelo arrojado… diferente?
Um novo curso… ou aquele velho desejo
de aprender a pintar… desenhar… dominar
o computador… ou qualquer outra coisa…
Olha quanto desafio… quanta coisa nova
nesse mundão de meu Deus te esperando.
Tá se sentindo sozinho?
Besteira… tem tanta gente que vc afastou
com o seu “período de isolamento”…
Tem tanta gente esperando apenas um sorriso teu
pra “chegar” perto de vc.
Quando nos trancamos na tristeza…
nem nós mesmos nos suportamos…
ficamos horríveis…
O mal humor vai comendo nosso figado…
até a boca fica amarga.
Recomeçar… hoje é um bom dia pra começar
novos desasfios.
Onde vc quer chegar? Ir alto… sonhe alto…
queria o melhor do melhor… queria boas coisas para a vida…
pensando assim trazemos pra nós aquilo que desejamos…
se pensamos pequeno…
coisas pequenas teremos…
Já se desejarmos fortemente o melhor e principalmente
lutarmos pelo melhor…
O melhor vai se instalar na nossa vida.
E é hoje o dia da faxina mental
joga fora tudo que te prende ao passado…
ao mundinho de coisas tristes
Fotos… peças de roupas, papel de bala…
ingressos de cinema, bilhetes de viagens…
e toda aquela tranqueira que guardamos
quando nos julgamos apaixonados…
jogue tudo fora… mas principalmente…
esvazie seu coração… fique pronto para a vida…
para um novo amor…
Lembre-se somos apaixonáveis
somos sempre capazes de amar muitas e muitas vezes…
afinal de contas… Nós Somos o “Amor”
“Porque sou do tamanho daquilo que vejo
e não do tamanho da minha altura”.
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