Posts tagged ‘saideira’

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Saudações habitantes do planeta Terra, tinha até algumas ideias do que escrever esse mês, mas depois do recente anuncio sobre a descoberta de um novo sistema solar com sete planetas orbitando em torno de uma estrela chamada “Trappist-1” com grandes chances de em pelo menos quatro deles existir água e com isso condições de vida como na Terra, não resisti em escrever algumas linhas sobre o assunto. Assim, vamos começar a remar nessa Saideira de fevereiro falando dessas recentes descobertas. Começando pelo astrofísico Michaël Gillon da Universidade de Liège na Bélgica e principal autor do estudo que ao ser perguntado pelas redes sociais se ele e sua equipe já sabiam que nomes dar aos novos planetas respondeu com convicção: “Até agora, só pensamos em nomes de cervejas belgas” o que ajuda a entender o nome “Trappist” provavelmente inspirado nas cervejas trapistas, famosas na Bélgica pelo sabor e teor alcoólico fortes e por serem produzidas sob a supervisão dos monges da Ordem Trapista. Além disso, ele deu outras declarações bem interessantes, tipo: “É um sistema planetário alucinante e seu tamanho é surpreendentemente semelhante ao da Terra” E quando ele diz “alucinante” pode ser porque os cientistas afirmaram que se você pudesse ficar na superfície de um dos planetas e de olhos no céu, você veria os outros seis planetas maiores do que nós, terráqueos, vemos a Lua, ou seja, se apreciar nossa Lua cheia já é alucinante, imaginem que irado seis planetas gigantes brilhando no céu. E por falar em Lua, ao ser questionado acerca da existência de satélites naturais ele respondeu: “Seria estranho ter luas tão perto de uma estrela, estudos ainda esclarecerão essa questão, mas se não tiverem o satélite natural e tiverem oceanos, a proximidade entre os planetas pode influenciar no movimento das ondas, assim como a Lua faz na Terra”. Imaginem então como serão essas novas ondas influenciadas pela proximidade dos planetas? Sim, porque se aqui na Terra existe uma diferença enorme entre as ondas do inverno e do verão, lembrando que a Terra demora 365 dias para dar a volta toda no Sol, imaginem a variação das ondas onde o planeta mais próximo demora apenas um dia e meio para orbitar a estrela e o mais distante cerca de 20 dias. Pensando assim, provavelmente todos os dias teriam altas ondas e pra todos os gostos, bastando apenas planejar qual o melhor horário. E têm mais, os planetas são tão próximos que viagens interplanetárias seriam feitas em dias e não meses ou anos como acontece no nosso sistema solar. Algo como fazer uma surftrip no carnaval pra conhecer novas ondas e paisagens em outro planeta em “Trappist-1” será possível. Pensar na existência de vida em outros planetas é um tema que me atrai muito desde que li o clássico “Eram os Deuses Astronautas?” de Erich von Däniken quando eu era garoto, não tenho dúvidas de que não estamos sós no universo e de que esses nossos vizinhos já estiveram por aqui, as pirâmides no Egito, as estátuas na Ilha de Páscoa, as linhas de Nazca no Peru, os templos de Puma Punku na Bolívia, tem muita coisa a ser explicada e descoberta, porque eles vieram, porque se foram, se é que foram e se não foram, porque optaram por não mais se expor. Como bem disse Shakespeare: “Há mais coisas entre o céu e a terra do que pode imaginar nossa vã filosofia”. Por hora, embora “Trappist-1” sob o ponto de vista astronômico não esteja muito longe, afinal o que são 40 anos-luz numa galáxia com mais de 100 mil anos-luz de diâmetro, visita-lo só será possível quando a humanidade conseguir dominar a velocidade da luz. Só pra se ter uma ideia, com a tecnologia mais avançada que dispomos hoje levaria algo em torno de 700 mil anos pra chegar lá, assim, a nossa vida, o nosso mundo, nossa história foi e será construída por aqui mesmo, nesse fantástico planetinha azul chamado Terra, cabendo a nós cuidarmos dele para que as futuras gerações possam usufruir, assim como nós, de sua enorme beleza. É isso ai, nos vemos na próxima Saideira!

 

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Em 1995 você não entrava no Facebook, não lia mensagens no WhatsApp e nem tirava suas dúvidas no Google. Mas foi em maio desse ano que a internet começou a ser comercializada no Brasil. A partir de então, brasileiros comuns como eu e você começaram a desbravar um mundo novo, o mundo da “World Wide Web” (esse é o significado daquele “www” antes dos endereços de internet), uma gigantesca rede conectando computadores pelo mundo todo compartilhando informações entre si, naquela época, algo pra lá de fantástico. Nessa tal “web” nós navegávamos através de sites, trocávamos e-mails e conversávamos em salas de bate-papo. Alguns anos depois, em 1999 com a criação de uma ferramenta chamada “Blogger” um novo tipo de utilização da rede acabou por se tornar cada vez mais frequente criando uma espécie de sociedade alternativa dentro da própria internet. Os “Blogs” abreviação de “Web Logs” algo como “Diários de Internet” se tornaram uma febre, usuários sem conhecimento algum em programação conseguiam montar páginas, colocá-las na rede e atualizá-las em poucos minutos. Autores de blogs, chamados “Blogueiros” costumavam publicar listas com links para outros blogs em suas páginas, citavam publicações uns dos outros e isso tornou a “Blogosfera” uma enorme comunidade. Novas ferramentas com mais e melhores recursos foram surgindo como a plataforma “WordPress” em 2003 (que é a minha preferida até hoje) e o “Feed” em 2004 (uma forma de assinatura dos blogs preferidos). Com o tempo, além dos textos e imagens, tornou-se possível publicar vídeos, músicas, podíamos saber estatísticas de acesso e uma infinidade de informações sobre os usuários. Ter um “Blog” bem montado e com conteúdo além de status no mundo virtual se tornou um negócio, passou até a dar um dinheirinho. Assistindo tudo isso acontecer e inspirado em alguns surfblogs pioneiros aqui no Brasil como o “Goiabada” do Julio Adler, o “Tracks” do Giovanni Mancuso, o “Alohapaziada” do Maurio Borges e o “Surf4ever” do Gustavo Otto, bem como em algumas publicações de nossos irmãos portugueses como o Diogo Alpendre com seu “Linha de Onda” e a galera da revista Surf Portugal (Pedro Adão, Ricardo Bravo e outros) que publicaram durante muitos anos o lendário “Ondas”, em 2005 resolvi criar meu primeiro “MaiNeLanD” que depois a partir de 2007 se tornaria também um canal de “Cultura Surf” no site Camerasurf, hoje Climasurf e entre 2008 a 2012 a coluna “Saideira” sempre na última página da Revista Parafina (R.I.P Parafinamag). Pois é, esse mini flashback foi pra contar um pouco da minha história e introduzir vocês nesse meu retorno com uma nova temporada da Saideira, propondo assim como antes, porém agora na sessão “Blog” do MaiNeLanD.net (com divulgação também no meu perfil do Facebook), todos os meses um bate-papo, uma reflexão, um encontro pra contar histórias e dividir ideias com novos e antigos leitores. Assim, seguindo em nossa Saideira que começou lá no outside de 1995 falando de internet e blogs, vamos botar pra acelerar nessa segunda sessão e falar sobre outra coisa que eu e vocês também curtimos demais que é música. E nesse tema, quero pedir licença pra voltar no tempo ainda mais, quero lembrar o que pra mim e acho que pra toda a minha geração foi uma das maiores invenções de todos os tempos, o “Stereobelt” que se tornou popular como “Walkman” ou, pra quem não sabe do que estou falando, eram esses os nomes dos avós do “Tocador de Áudio Portátil”, que ao contrário do que muita gente pensa, foi criado em 1972 pelo meio brasileiro meio alemão Andreas Pavel e que teve sua ideia “roubada” anos depois em 1979 pelo Coordenador do Setor de Áudio da Sony, Nobutoshi Kihara, pra que um dos donos da empresa, o famoso Akio Morita, pudesse escutar ópera durante seu trabalho desgastante. A Sony não deu o braço a torcer e só reconheceu a invenção de Pavel em 2004 depois de muitas brigas judiciais. Paternidade a parte, vocês que hoje escutam suas músicas preferidas através de seus celulares aonde quer que estejam, devem isso a esses caras, tanto Pavel por ser o criador original, como Kihara e Morita por popularizar o invento. Agora, imaginem só como foi pra minha geração que só tinha como o escutar música em aparelhos enormes e obrigatoriamente ligados à tomada, de uma hora pra outra surgir uma forma de levar a música conosco pra todos os lugares, inclusive em frente ao mar, curtindo as ondas, apreciando o horizonte, o nascer e o por do sol. Foi muuuuito irado!!! Nessa mesma época também surgiram o som automotivo e as fitas cassete para a criação de nossas próprias seleções musicais, passando então a ser possível escutá-las durante nossas viagens em nossos carros. Ou seja, nossas vidas ganharam trilhas sonoras, tudo ficou mais mágico, mais especial, ainda mais naquela época em que despontavam, pelo menos pra mim, as melhores bandas de rock de todos os tempos. Pois bem, como de costume eu começo a contar histórias e a coluna começa a querer se tornar meio que um capítulo de livro, então, vamos para o inside da nossa Saideira com uma surpresinha que preparei pra vocês nesse meu retorno, é o seguinte, resolvi criar uma “playlist” e disponibilizá-la pra vocês aqui nesse menu do lado direito do texto. Naqueles tempos, costumava gravar minhas k7s criando as trilhas sonoras pras minhas viagens e com o tempo, os amigos que gostavam pediam uma cópia e aos poucos isso acabava se tornando uma tradição, com nomes tipo “Ubatuba 86” (ano do 1º Sundek Classic) ou “Verão 87” (que ficou famoso como Verão da Lata), depois com o avanço da tecnologia, com a chegada do CD, depois do MP3, com a possibilidade de inclusão de inúmeras músicas numa mesma mídia esse hábito acabou se perdendo. Então, cravando minhas quilhas na areia desse retorno da Saideira, deixo vocês com a primeira “PlayList MaiNeLanD” trazendo como era antes, em poucas faixas, um pouco do que andei escutando nesse “Verão 2017”. Beijos e Abraços pra Geral, Keep Surfing, Mahalo, Paz!

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